segunda-feira, 11 de abril de 2011

Oceano vermelho no Canadá?

Pescas e Oceanos do Canadá (DFO) é o órgão federal responsável pela gestão da caça as focas no Canadá.

As focas são um valioso recurso natural, e a sua caça é um pilar econômico para numerosas comunidades rurais nas costa atlântica do Canadá, Quebec e do Norte. Como uma tradição secular, a caça de focas do Canadá apoia muitas famílias costeiras que podem derivar tanto quanto 35% do seu rendimento anual a partir desta prática.

Segundo informações da DFO a população atual de focas em 2010 foi cerca de 9 milhoes de animais, correspondendo quase a quatro vezes o que era na década de 1970.

Justificativas para a intensa matança das focas:

-Controle de natalidade (anualmente nescem 1 milhao de filhotes)

-As focas consomem grandes quantidades de diversos tipos de peixe

-Indústria farmaceutica (produção de capsulas de óleo de foca – rico em omega 3)

-Medicina – as válvulas cardíacas da foca da Groelândia são superiores as atualmente utilizadas nos transplantes de válvulas do coração em seres humanos.

-Industria alimentícia – a carne possui alto valor comercial

A organização Arca Brasil publicou em março de 2006 que o aumento intenso de focas no Canadá se deve a um desequilibrio ambiental existente no local. A quantidade de ursos polares (predatores naturais das focas) foi reduzida drasticamente, desse modo a quantidade de focas aumentou. Como consequencia o numero de peixes diminuiu drasticamente, principalmente o bacalhau do Atlântico Norte que vem sendo consumido pelas focas em números insustentáveis.

Segundo uma publicação do BBC Brasil.com os ursos polares estão em risco por causa das mudanças climáticas, mas não estão ameaçados de extinção iminente. Mas um plano de administração para a população de ursos polares do Canadá não será exigido até 2014, quando alguns cientistas acreditam que a camada de gelo do Ártico terá desaparecido completamente.

Agora, caro leitor, estamos diante de um “trilema”: ursos x focas x bacalhau.


Alguns podem dizer: "Está certo, as focas devem ser sacrificadas para resolver o problema do desequilíbrio ambiental e ainda gerar renda para a comunidade local".

Outros vão dizer: "Temos que salvar os ursos".

Outros: "No mundo o desequilíbrio e todos os problemas ambientais são por causa da falta de predadores naturais do ser humano".

"Que os dinossauros não deveriam ter sido dizimados, que talvez fosse a única forma de controlar a quantidade de seres humanos no planeta".

E você, o que acha?


Referências:
 
ARCA BRASIL
 
BBC BRASIL

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Ciência e Tecnologia participa do curso "Elaboração de Projetos para 7° Quadro da Finep / União Européia"

A gerente de Inovação e Difusão Tecnológica Luciane Puglisi Marreto da Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação de Anápolis participou do curso “Elaboração de Projetos para 7° Quadro da Finep / União Européia” em Aparecida de Goiânia nos dias 9 e 10 de dezembro. O curso foi destinado a empresários, gestores públicos e empreendedores envolvidos com projetos de modo a aumentar as chances das empresas e instituições do estado de Goiás a obterem recursos.


A FINEP estimula a inovação com o objetivo de aumentar a competitividade das empresas nos mercados nacional e internacional e de ampliar a capacidade de exportação e de substituição de importação do País através de vários programas de aplicação de recursos públicos reembolsáveis e não reembolsáveis.

Os Programas Quadro de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico da União Européia constituem o principal instrumento para financiamento da P&D na União Européia com o objetivo de apoiar e promover a competitividade européia mediante parcerias em pesquisa estratégicas com países terceiros, em campos selecionados da ciência, tecnologia e inovação.

Ciência e Tecnologia participa do curso de Implantação e Gerenciamento de Incubadoras de Empresas

O SEBRAE em parceria com a Rede Goiana de Inovação ministraram o curso “Implantação e Gerenciamento de Incubadoras de Empresas" que aconteceu entre os dias 29 de novembro e 2 de dezembro deste ano no município de Goiânia. 

Anápolis esteve bem representada através da participação da Universidade Estadual de Goiás, UniEvangélica e Prefeitura de Anápolis através da Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação com a presença da gerente de Inovação e Difusão Tecnológica Luciane Puglisi Marreto.

O curso foi destinado a gerentes de incubadoras e as instituições que pretendem criar uma incubadora de empresa, como é o caso da Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação que em 2011 implantará uma incubadora social no município e da UEG que irá implantar uma incubadora de base mista. Anápolis possui no momento uma incubadora de empresas (UniIncubadora) da UniEvangélica e possui 4 empresas incubadas.

O projeto é um mecanismo de geração e consolidação de micro e pequenas empresas que estimula a criação e o desenvolvimento das empresas incubadas por meio da formação complementar do empreendedor em seus aspectos técnicos e gerenciais incentivando o processo de empresariamento e inovação tecnológica.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

COP 16 fecha acordo histórico para o clima

Pela primeira vez, os 194 países signatários da Convenção das Partes da ONU sobre Mudanças Climáticas concordaram que é preciso evitar o aquecimento global em mais de 2o C, sob o risco de tornar seus efeitos catastróficos e irreversíveis.

Parece pouco, mas é até hoje a Convenção, que já tem quase 20 anos, ainda não tinha um texto que reconhecesse o alerta dos cientistas de que o aumento da temperatura na Terra era uma ameaça à vida no planeta. O Acordo de Cancún deixou para a próxima Conferência (COP 17), em Durban, na Africa do Sul, o estabelecimento das metas de redução, necessárias para evitar o aquecimento e que vão substituir o Protocolo de Kyoto, em vigor só até 2011.

O Acordo de Cancún teve outros avanços importantes. Um deles foi a criação do Fundo Verde, que vai arrecadar US$ 30 bilhões dos países ricos (entre eles EUA, Japão e os países da União Européia) até 2012 e, a partir daí, mais US$ 100 bilhões por ano para financiar a adaptação dos países pobres e emergentes aos efeitos das mudanças climáticas. O Fundo será gerido inicialmente pelo Banco Mundial e depois por um comitê a ser criado pela Convenção do Clima.

Outra conquista de Cancún foi a definição de uma ajuda financeira aos países que mantêm suas florestas, como Brasil, Indonésia e Congo, por meio de um mecanismo chamado REDD (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação). Em princípio, o Brasil não receberá investimentos já que o primeiro valor sera destinado ao monitoramento das florestas e isso o país já faz e bem.

Também ficou acordado que EUA, China e todos os maiores emissores de gases de efeito estufa serão inspecionados para assegurar que os cortes definidos serão mesmo feitos.

O Brasil se antecipou ao anunciar, voluntariamente, um limite para as emissões, regulamentando o decreto de implementação da Política Nacional de Mudanças Climáticas (veja “Brasil anuncia teto de emissões às vésperas do fim da Cop16"). O texto das Convenções do Clima e da Biodiversidade, por dependerem do consenso de 194 países que têm em alguns casos interesses antagônicos, acabam indicando o que ainda está por vir. O fato de o Brasil reduzir suas emissões é um sinal de que o país está atento e disposto a entrar na corrida verde, determinante para o futuro da economia.

Assim como fez na COP de Biodiversidade em Nagoya, a Bolívia, apesar de não comprometer o acordo, pediu para deixar registrado que não apóia o texto, considerado vago demais. Venezuela e Arábia saudita, assim como Cuba, também se disseram insatisfeitos. As Malvinas, por outro lado, pontuaram que “o texto não é perfeito, todos os países fizeram concessões, mas os documentos representam um grande passo adiante em direção a um acordo internacional sobre o clima”. O pacote “amplo e equilibrado” de decisões havia sido finalmente obtido e, resapaldados por palmas emocionadas da platéia de negociadores e observadores, a grande maioria dos países – inclusive o Brasil – manifestou seu apoio à adoção dos textos. Às 4h30 da madrugada de sábado, o martelo foi batido, selando um fim bem sucedido às negociações da COP 16. Assim que estiverem formatados, os textos do Acordo serão disponibilizados na página da UNFCCC (http://unfccc.int).

Fonte: envolverde

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

6ª FEIRA DE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA

A Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação participou da 6ª Feira de Inovação Tecnológica – INOVATEC que aconteceu diante do desafio da construção de uma cultura inovadora no país a através de uma programação que recebeu uma série de eventos paralelos, que aconteceram dentro da feira: a 26ª edição da Inforuso, evento de informática e telecomunicações; o 7º Congresso Brasileiro de Plantas Oleaginosas, Óleos, Gorduras e Biodiesel; o 4º Congresso Brasileiro da Rede Brasileira de Tecnologia em Biodiesel; e o Projeto Inovação Tecnológica para Defesa Agropecuária, o 1º Congresso de Inovação Empresarial, promovido pela Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) e outros.

A Inovatec é um ambiente que estimula o diálogo em torno da inovação visando disseminar uma cultura que acelere o processo de desenvolvimento de novas soluções tecnológicas e gerenciais em benefício da sociedade. O evento reúne os atores da inovação para a exposição de demandas empresarias e ofertas tecnológicas, criando oportunidades para o desenvolvimento de parcerias globais. Com o foco em "Inovação e Negócio", a 6ª edição da Inovatec reforçou a inovação como um elemento estratégico que potencializa a competitividade de um país, criando diferenciais no mercado nacional e internacional. Nesse contexto a Gerente de Inovação e Difusão Tecnológica da Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação de Anápolis Luciane Puglisi Marreto participou do evento que aconteceu entre os dias 5 e 8 de outubro no Expominas em Belo Horizonte, Minas Gerais.

O evento possui como objetivos: Promover a integração entre empresas, instituições de ciência e tecnologia (ICT), pesquisadores e governo para o intercâmbio de novas tecnologias, processos, produtos e serviços inovadores; Gerar o desenvolvimento de novos negócios e projetos de pesquisa, para maior competitividade das empresas mineiras no Brasil e no mundo; Oferecer suporte para viabilizar novos projetos de inovação; Facilitar a obtenção de recursos financeiros para o desenvolvimento de projetos; Realizar encontros de inovação com o foco em pesquisa, negócio e sustentabilidade.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Carne do futuro pode ser artificial, diz cientista


Se você gosta de carne, corra para uma churrascaria, porque renomados cientistas acreditam que em 40 anos não haverá suculentos bifes para todo mundo. Muitos terão de comer carne produzida em laboratório.

A advertência faz parte de uma série de 21 artigos científicos encomendados pelo governo britânico para projetar a situação alimentar do mundo em 2050. As conclusões: a população será de 9 bilhões de pessoas, e o consumo per capita de alimentos também crescerá, principalmente nos países em desenvolvimento.

Por isso, será necessário aumentar muito a produção de alimentos. Haverá competição por terra e por água, e o preço da comida vai subir.

Nos últimos anos, a tecnologia ajudou. Técnicas de plantio, melhora nas sementes e controle de pragas aumentaram a produtividade.

Na pecuária, estudos genéticos, inseminações artificiais e redução de doenças fizeram os animais terem mais peso (30% a mais no caso das vacas desde 1960) e darem mais leite (30% a mais por vaca no mesmo período).

Chegará um momento, porém, em que preconceitos deverão ser deixados de lado. Aí entra a carne artificial, ou produzida em laboratório.

"A carne in vitro já se provou factível e pode ser produzida de uma forma mais saudável e higiênica que na pecuária atual", disse Philip Thornton, do Instituto Internacional de Pesquisas em Pecuária de Nairóbi, no Quênia.

Estudos sobre carne in vitro começaram há cerca de dez anos. Trata-se de retirar células de um animal vivo e fazer com que se reproduzam até virar tecido muscular. Em janeiro, europeus criaram carne de porco assim.

Curioso é que a discussão surja agora, quando o Reino Unido investiga se a carne de filhos de uma vaca clonada foi aos mercado sem aviso a autoridades e consumidores.

Para os cientistas, a necessidade poderá obrigar a população que hoje teme animais clonados a aceitar a carne produzida em laboratório

Fonte: Folha UOL

A COP 16 está chegando!!

A proxima Conferencia das Partes (COP-16) está marcada para novembro de 2010, no México, e a expectativa é de que muitos temas não claramente finalizados na conferencia passada (COP-15 - Copenhague) venham a ser definidas agora.

Diversos temas como: fundo de U$ 100 bilhoes, entrada do EUA, compromisso de redução da China serão re-avaliados!

Os mexicanos estão animadíssimos, na semana passada, organizações estão exigindo do governo para conseguir um acordo vinculante de redução de emissões.

Acesse o site da A.Fujimoto Consultoria e Projetos para mais informações.

E o Brasil como fica?

O Brasil, além das eleições que ocorrerá, possui uma grande tarefa que é começar a cumprir o Plano Nacional de Mudanças Climáticas, sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

As metas traçadas até 2020 pela lei são de reduzir as emissões de gases poluentes entre 36,1% e 38,9%.

“Já estamos promovendo discussões internas de como montar o processo de consultas e propostas a serem discutidas entre ministérios, setores produtivos e os estados. O detalhamento das ações será disposto por decretos e é nisso que vamos trabalhar agora”, informa a diretora de Mudanças Climáticas do MMA.

Além da nova legislação, o segundo inventário das emissões de gases no Brasil será concluído este ano.

No fim de 2009, uma síntese do material foi divulgada, mas sua finalização vai permitir projeções e desenhos de ações públicas compatíveis com a política do clima, o que é fundamental para que o plano tenha efeito prático. “O interessante é que a lei projeta planos setoriais e discrimina como os diversos setores devem caminhar para a consolidação de uma economia de baixo carbono”, diz Branca.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

IPCC

IPCC é o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, um órgão da Organização das Nações Unidas que nasceu em 1988 com o objetivo de avaliar e monitorar o clima mundial e suas alterações.
Composto por 130 países, o trabalho é realizado em 4 etapas e produzido por 3 grupos de trabalho. O primeiro é responsável pelo primeiro capítulo, que reúne evidencias científicas de que a mudança climática se deve a ação do homem, o segundo trata das conseqüências da mudança climática para o meio ambiente e para a saúde humana, o terceiro estuda maneiras de combater a mudança climática e prover alternativas de adaptação das populações e o quarto capítulo sintetiza as conclusões dos anteriores.
Em 2007 foi divulgado o primeiro relatório sobre mudanças climáticas se tornando este órgão referencia neste assunto. Outros relatórios foram lançados em 1990 quando foi criado a Convenção Quadro das Nações Unidas para Mudanças do Clima, em 1995 cujas discussões resultaram na adoção do Protocolo de Kyoto dois anos depois, em 2001 quando os cientistas afirmaram que as mudanças climáticas tinham 66% de chance de estar sendo provocada pela ação humana e em 2007 quando essa estimativa passou a ser de 90%.
O IPCC, no entanto concluiu que provavelmente o maior culpado pelas mudanças climáticas é o homem através da emissão de gases de efeito estufa. Deste modo os cientistas afirmam que até o final do século a temperatura irá aumentar entre 1,8ºC e 4ºC, 1/3 das espécies do mundo estará ameaço de desaparecer, as calotas polares irão derreter e o nível do mar irá elevar entre 18 cm e 58cm até 2.100 aumentando o número de refugiados ambientais e 1 bilhão de pessoas ficarão sem água potável.
A solução apontada pelo IPCC é que as emissões de gases de efeito estufa (GEE) devem ser reduzidas em quantidade significativa até 2.030.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Efeitos prejudiciais do sistema monetário vigente

Existem muitas desvantagens de usar esse velho método de troca para bens e serviços. Iremos considerar aqui apenas alguns e deixar você aumentar esta lista por si mesmo.
1. O dinheiro é apenas uma interferência entre o que um pessoa precisa e o que ela pode obter. Não é de dinheiro que as pessoas precisam, é de acesso aos recursos.
2. O uso de dinheiro resulta em estratificação social e elitismo baseados primeiramente em disparidades econômicas.
3. As pessoas não são iguais sem iguais poderes de compra.
4. A maioria das pessoas são escravas de empregos dos quais não gostam porque precisam de dinheiro.
5. Há uma tremenda corrupção, ganância, crime, fraude e muito mais por causa da necessidade de dinheiro.
6. A maioria das leis são decretadas em benefício das corporações, que tem dinheiro suficiente para praticar lobby, ou persuadir oficiais do governo a criarem leis que servem aos seus interesses.
7. Aqueles que controlam o poder aquisitivo possuem maior influência.
8. O dinheiro é usado para controlar o comportamento daqueles com poder de compra limitado.
9. Bens como alimentos são às vezes destruídos para manter os preços altos; quando as coisas são escassas os preços sobem.
10. Há um tremendo desperdício de material e abuso dos recursos disponíveis nas mudanças superficiais no design de produtos da moda todo ano a fim de se criar mercados contínuos para os fabricantes.
11. Há uma tremenda degradação ambiental devido ao custo elevado de métodos melhores de tratamento de lixo.
12. A Terra está sendo saqueada por lucro.
13. Os benefícios da tecnologia são somente distribuídos para aqueles com poder de compra suficiente.
14. E o mais importante, quando o fator principal da corporação é o lucro, as decisões em todas as áreas são feitas não em benefício das pessoas e do meio ambiente, mas primariamente para a aquisição de riqueza, propriedade e poder.

Visão do "Projeto Vênus" a respeito do dinheiro

Se todo o dinheiro do mundo fosse destruído, contanto que tivéssemos suficiente terra arável, as fábricas, os recursos necessários, e a equipe técnica, poderíamos construir qualquer coisa e até suprir com abundância. Durante a Grande Depressão, havia aspiradores de pó nas vitrines das lojas e automóveis nas concessionárias. A Terra ainda era o mesmo lugar. Apenas não havia nenhum dinheiro nas carteiras das pessoas e o poder de compra era muito pequeno. No início da Segunda Guerra Mundial, Os EUA tinham cerca de 600 aviões de combate de primeira classe. Nós rapidamente superamos esse suprimento limitado ao produzirmos mais de 90 mil aviões por ano. A questão no início da Segundo Guerra Mundial era: temos fundos o bastante para produzir os instrumentos de guerra necessários? A resposta era: não, não temos dinheiro ou ouro o bastante, mas temos recursos de sobra. Foram os recursos disponíveis e o pessoal técnico que possibilitou que os EUA atingissem a produção e eficiência precisos para vencer a guerra.

Parece que a verdadeira riqueza de qualquer nação são seus recursos naturais e seus habitantes que trabalham por um estilo de vida mais humano através da eliminação da escassez. Todos os sistemas sociais, independendo da filosofia política, crenças religiosas ou costumes sociais, em última análise, dependem dos recursos naturais -- isto é, ar e água limpos e regiões de terra arável -- e o equipamento industrial e pessoal técnico para um padrão elevado de vida. O sistema baseado em dinheiro foi projetado centenas de anos atrás e dificilmente é apropriado à nossa época. Nós ainda utilizamos o mesmo sistema antiquado, o qual é provavelmente responsável pelo maioria dos problema atuais. Eu estou certo de que até a pessoa mais rica de hoje estaria em condição muito melhor na sociedade energética que o Projeto Venus propõe.

Se todas as cidades fossem assim!

terça-feira, 13 de julho de 2010

Camara dos Deputados aprova reforma do Código Florestal

Comissão Especial da Câmara aprovou, por 13 votos favoráveis e cinco contrários, o relatório do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) de reformulação do Código Florestal, que acaba com a classificação de diferentes tipos de vegetação, que se dividiam em formação campestres, florestal e savânica.
A diferenciação, de acordo com alguns parlamentares, poderia provocar conflitos judiciais, considerando a difícil classificação dos tipos de vegetação.
Outra sugestão aceita por Rebelo foi juntar, num mesmo dispositivo, a questão da moratória de cinco anos sem abertura de novas áreas de plantio e a consolidação das existentes até julho de 2008.
Os ocupantes de propriedades que podiam ter áreas maiores desmatadas, no início da ocupação, não serão obrigados a recompô-las nem serão punidos, já que obedeceram à legislação vigente na época.
Aldo Rebelo manteve o prazo máximo para recomposição das áreas desmatadas em 20 anos. A lei atual prevê prazo de 30 anos, mas Rebelo afirmou que já estão previstos os cinco anos de moratória, que serão somados aos 20.
Com relação à Reserva Legal, o relator afirmou que a vegetação remanescente nas propriedades com até quatro módulos fiscais deve ser preservada, porém nos limites previstos para o bioma. Esses limites são de 80% nas florestas da Amazônia Legal, 35% no Cerrado e 20% nas demais áreas campestres.
Na tentativa de buscar o consenso entre ambientalistas e ruralista, o relator acatou sugestão de membros da comissão e tirou da competência do Estado a possibilidade de ampliar ou reduzir pela metade as Áreas de Proteção Permanente (APPs).
Outro ponto do relatório aprovado é a dispensa de recomposição de reserva legal em propriedade com até quatro módulos rurais, cujas áreas já tenham sido consolidadas para produção. As áreas preservadas deverão ser mantidas.
O próximo passo é votar a matéria no plenário, o que está previsto para depois das eleições de outubro.
Fonte: mundogeo

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Movimento Zetgeist em reposta ao vazamento de óleo no Golfo do México


O impacto ainda se espalha entre os milhões de cidadãos norte-americanos que moram na Costa do Golfo à medida que nos damos conta da verdadeira extensão dos danos. Esse desastre é o resultado da demanda e consequente exploração desenfreada de recursos finitos como o petróleo, um combustível fóssil reconhecidamente perigoso. Tal demanda crescente caracteriza a perpetuação de nossa sociedade monetária que já mostra sinais de obsolescência, pois tem o lucro como meta principal, sejam quais forem os custos em perdas humanas ou ambientais.É tempo de buscarmos soluções viáveis para transformar um sistema intrinsecamente fadado à auto-destruição!


Diante desse quadro tão lamentável nós, do Movimento Zeitgeist, queremos nos engajar num debate internacional para enfatizar a necessidade de que aconteça uma verdadeira mudança na sociedade. Essas palavras não fazem parte de algum tipo de slogan ultranacionalista criado por um grupo de discussão. Elas expressam o desejo manifesto do povo por uma mudança significativa, livre do legado destrutivo atual, carregado de erros cometidos enquanto civilização em processo de amadurecimento. Temos só um planeta Terra e não há a opção de "apertar o reset".


Precisamos romper com nossas ideologias estabelecidas que têm impedido o desenvolvimento. A chave para romper com as evidentes amarras históricas é acabar com a dualidade política, a estratificação econômica e as falsas divisões. São elas que determinam que o nosso futuro prometido permaneça apenas uma ilusão. Precisamos repensar nossa sociedade e romper com todas essas amarras que nos paralisam.


Na sexta-feira, 30 de abril, a CBS News (EUA) noticiou que o vazamento do óleo chegara a cobrir 5.400 quilômetros quadrados e continuava a se expandir a uma taxa equivalente a até 5 mil barris (quase 800 mil litros) por dia . Até o presente momento, não houve nenhum progresso no sentido de controlar esta catástrofe. Isto não precisava ter acontecido; só ocorreu porque continuamos a usar uma tecnologia obsoleta que visa apenas a manutenção do sistema vigente voltado ao lucro. Sistema este que perpetua uma ampla desigualdade salarial entre trabalhadores e empresários, que destrói ecossistemas frágeis e vitais e polui o ar que respiramos.


Está na hora de promovermos mudanças reais, e não de continuar a aceitar mais promessas vazias. Nenhuma dose de socialismo ou de ideologia neoliberal irá nos salvar de nós mesmos. É preciso haver uma reavaliação profunda sobre o que acreditamos, com o objetivo de alcançar a sustentabilidade no empreendimento humano.


Nossa geração ficou assistindo passivamente ao planeta ser violado e saqueado, ainda assim, nada fazemos. Nossa geração ficou assistindo passivamente aos governos socorrerem justamente as pessoas que criaram esta grande crise econômica e, ainda assim, nada fazemos. Nossa geração ficou assistindo passivamente aos nossos direitos serem arrancados e, ainda assim, nada fazemos. Nossa geração ficou assistindo passivamente a nos presentearem com os problemas criados por incontáveis gerações anteriores -- e estamos nos preparando para fazer o mesmo com a próxima geração -- mas nada fazemos.


Sejamos a primeira geração a oferecer soluções para nossos filhos e filhos de nossos filhos. Mas não podemos fazer isso sozinhos. Quebremos as barreiras que criamos entre nós. Precisamos de todos e de cada um de vocês para dizer um basta em uníssono. Não como norte-americanos ou russos, cristãos ou muçulmanos, mas como pais, mães, irmãos e irmãs. Vamos romper com as barreiras que nos separam e trabalhar para criar um mundo onde as nossas crianças estejam verdadeiramente seguras e livres. Um mundo no qual possamos dizer aos nossos filhos que eles podem ser e fazer tudo o que seus corações desejarem, tendo dentro de nós a certeza de que dizemos a verdade. Que a nossa geração seja a que fez a diferença!


Temos as ferramentas, temos o conhecimento, temos a tecnologia. É hora de fazer a transição para um mundo, uma economia e um futuro que todos nós mereçamos, independentemente de posição geográfica ou orientação econômica. Enquanto nos basearmos em sistemas antigos, estabelecidos por uma mentalidade de século XIX, continuaremos a andar em círculos enquanto uma série de catástrofes ecológicas e econômicas nos fazem visitas regulares. É hora de quebrar esse círculo vicioso pois, como você irá descobrir, existe sim uma maneira melhor de viver.


Nós, representantes do Movimento Zeitgeist, chegamos até você com a proposta de trabalharmos todos juntos e fazer o que precisa ser feito. Todo homem, mulher e criança tem uma voz, mas juntos podemos criar uma voz tão ensurdecedora que ninguém terá outra escolha senão ouvir. Mas isso requer a sua participação, exige que você ponha de lado as ideias preconcebidas que lhe foram passadas sobre "como as coisas são", como se esta fosse a única maneira, porque não é! Nosso modo de pensar não será mais capaz de nos sustentar. Podemos permanecer no castelo de cartas que construímos e vê-lo desmoronar à nossa volta. Ou, usando o que de melhor a nossa sociedade tem a oferecer, podemos começar a construir uma sociedade estável, madura e próspera, para que esse vazamento de óleo na Costa do Golfo ou o acidente com o cargueiro Exxon Valdez e tantos outros não passem de uma embaraçosa nota de rodapé em nossa história.


Movimento Zeitgeist (cont)

  • Tem como foco inicial as questões que afetam a todos no planeta(pesquisa/comida/água);
  • é um movimento social, não um movimento econômico/político/religioso;
  • não é uma utopia;
  • Tem como premissa a disponibilização de tecnologia de alta eficiência para resolução de problemas básicos do ser humano;
  • é o braço ativista do projeto Vênus > http://www.thevenusproject.com

sábado, 3 de julho de 2010

Movimento Zeitgeist


  • Recursos naturais devem ser considerados patrimônio da humanidade e não do Estado ou dos países;

  • Num sistema em que escassez gera lucro, sempre faltará para a maioria;

  • Todo ser humano tem capacidade de criar e inovar;

  • Políticos não possuem capacidade de resolver problemas. Os engenheiros possuem;



Seja a mudança que você deseja ver no mundo

Toronto vira praça de guerra durante G20 e a tv brasileira não mostra nada

Nos dias 25, 26 e 27 de junho de 2010, aconteceu em Toronto no Canadá, a reunião do G20, onde os “todo-poderosos do sistema” (stablishment), os banqueiros aliados às grandes corporações, decidem qual será o andamento e a cooperação entre os países e também estabelecer os juros nos diversos bancos no mundo.

Logo no primeiro dia milhares de estudantes e de grupos ativistas saíram às ruas para protestar contra a falta de responsabilidade das grandes empresas com a ecologia e com o cidadão, contra a falta de responsabilidade do estado frente às questões sociais, contra a democracia que deveria ser do povo, pelo povo, para o povo e na verdade não é porque o Estado e as grandes corporações defendem seus próprios interesses.

A manifestação foi pacífica e muito numerosa num primeiro momento. Porém, a polícia num contingente de 20 mil homens bloqueou as ruas por onde transitava a passeata dos manifestantes. E, para tentar dispersar os movimentos, infiltrou agentes disfarçados de manifestantes para promover violência. Três deles foram descobertos usando o mesmo coturno que é de uso da polícia, numa farsa montada pela própria Polícia, que apareceu logo em seguida falando na TV canadense que o orçamento previsto para a Policia era muito baixo para conseguir controlar aquela situação e que deveria aumentar de 300 mil dólares para 1 milhão de dólares, no mínimo. Ao mesmo tempo em que tentava culpar os grupos ativistas e os anarquistas pela violência que estava acontecendo nas ruas.

Durante as filmagens de vídeos amadores um homem fala que percorreu 24 quarteirões e não viu um policial se quer nas ruas no momento em que homens vestidos de preto até a cabeça ateavam fogo nos carros da policia que pareciam abandonados. Logo em seguida, jovens anarquistas dos subúrbios também atearam fogo nos carros da policia, quebraram vidraça dos bancos e das empresas multinacionais do local.

A policia espancou de maneira deliberada estudantes, manifestantes e pacifistas que estavam protestando nos diversos locais da cidade. Mais de 7 mil pessoas foram presas durante 3 dias de confrontos e milhares ficaram feridas.

Enquanto isso a TV brasileira apenas exibia notícias sobre a copa do mundo. Mesmo os sites de notícias tentaram filtrar esses acontecimentos. O site G1.COM.BR não mostra nada.Mesmo as redes de TV locais de Toronto tentaram manipular a realidade, até que começaram a surgir os vídeos no youtube.

Seguem alguns vídeos:

A violência da Policia
http://www.youtube.com/watch?v=w-APz8Kz8v8&feature=youtu.be

Os Agentes da policia infiltrados
http://www.youtube.com/watch?v=aeG_t9abaSU

Os Agentes da policia infiltrados – repare as botas dos 3
http://www.youtube.com/watch?v=ZMuASLaB6Xs&feature=youtu.be

Homens de Preto – Policiais disfarçados ou manifestantes?
http://www.youtube.com/watch?v=yo0wMR-nc6Y&feature=related

Policiais atacando os jornalistas
http://www.youtube.com/watch?v=lMqj24y5dXY

O pânico e a violência nas ruas!
http://www.youtube.com/watch?v=I-h-YIj4jRw
http://www.youtube.com/watch?v=nOjGdvju-po

A mulher gritando
http://www.youtube.com/watch?v=YuetaYBHUhY&feature=youtu.be

O pânico e a violência nas ruas – vídeo pesado!
http://www.youtube.com/watch?v=I-h-YIj4jRw

Primeiro dia de protesto - apenas passeata
http://www.youtube.com/watch?v=66ldM3esX7E


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quinta-feira, 17 de junho de 2010

Reciclagem de resíduos sólidos - Retalho de couro moído

Resíduo da indústria de curtumes e calçados viram paredes de casas populares
Retalhos de couros que iriam parar em terrenos baldios, lixões ou aterros sanitários se transformam em parede de casa. Essa é a tecnologia criada pela Couroecol, empresa que faz materiais de construção com bloco, tijolos e lajotas a partir de sobras da indústria de curtumes e calçados.

A idéia consiste em moer o couro e misturá-lo a um composto natural à base se água até virar uma massa homogênea. Esse preparo é prensado até chegar ao material desejado. O resultado é um produto de baixo custo que pode ser utilizado na construção de moradias populares sem gerar nenhum resíduo.

Além de resistente, o material obtido funciona como isolante térmico, diminuindo a necessidade do uso de ar condicionado no verão e aquecedor no inverno.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Composteira com minhocas para reciclagem de resíduos orgânicos

Um destino responsável para os resíduos orgânicos de residências e estabelecimentos comerciais.



A falta de opção prática para a compostagem de resíduos orgânicos no ambiente urbano faz com que sejam tratados como lixo comum quando podem ser reutilizados localmente, no próprio ambiente urbano. Esse desperdício diminui a vida útil de aterros sanitários, aumenta a emissão de gás metano, e ainda, polui o lençol freático.

Transformação de Pet em Fios e cordas

O crescente consumo de embalagens Pet (Politereftalato de Etileno) no Brasil foi o que motivou o desenvolviemtno dessa tecnologia que transforma embalagens de garrafa Pet e fios e cordas. Com o produto final, é possivel manufaturar cerdas de escovas e vassouras, varal doméstico, assentos, encostos de cadeiras, cestos, esteiras de praia, peças de decoraçao como luminárias, cortinas, entre outros. Quando descartados, esses produtos ingressam novamente no ciclo da reciclagem de plástico.


A garrafa Pet, matéria-prima para esse processo, é obtida a partir da triagem, lavagem e corte do plástico para posteriormente ser transformado em fios e cordões que podem ser amplamente empregados em substituiçõ ao polipropileno, atualmente empregado na produção de cordas para amarração. O didferencial dessa tecnologia, em relaçao às atividades artesanais semelhantes de reaproveitamento de Pet,é o baixo custo e produção em escala industrial.


As principais vantagensda podução de fios e cordas de Pet são:

*Geração e aumento de renda para as cooperativas de reciclagem;
*Colaboração para aumento da vida útil de aterros e lixões;
*Diminuição do uso de recursos naturais;
*Realização de programas de educação ambiental em escolas e comunidades;
*Economia de água e energia, considerado que o material não necessita de transformação química;
*Comercialização de produtos sustentáveis;
*Incentivo à população para uma atitude responsável e cidadã.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Marina: mudança no Código Florestal é retrocesso

Catarina Alencastro:

A pré-candidata do PV à Presidência, Marina Silva, convocou ontem os demais presidenciáveis a se manifestarem sobre mudanças propostas pelo deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) no Código Florestal brasileiro.

Classificando as alterações como maléficas e chamando o relatório de retrocesso, Marina disse que quem quiser governar o país não poderá ser omisso sobre o tema. Para ela, a escolha de um ano eleitoral para flexibilizar a legislação ambiental não tem "o melhor dos objetivos".

— Qualquer pessoa que queira governar este país sinalizando o princípio da responsabilidade social e ambiental deve se pronunciar em relação a esse relatório, sob pena de se omitir ou de ser conivente. É uma questão suprapartidária — afirmou.

Marina defendeu que as bancadas se mobilizem para impedir as mudanças. Citando as reduções no desmatamento na Amazônia — de 27 mil km2 desmatados em 2004 para 7 mil km2 em 2009 —, disse que a destruição das florestas pode dobrar, caso o relatório seja aprovado.

A seu lado, André Lima, ex-funcionário do Ministério do Meio Ambiente e pesquisador do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), calculou que o relatório perdoa o desmatamento de 40 milhões de hectares na Amazônia e no cerrado.

Com a dispensa da reserva legal para pequenos agricultores, outros 70 milhões de hectares deixariam de ser preservados. As duas medidas gerariam, segundo o Ipam, a emissão de 25 bilhões de toneladas de poluentes.

A ex-ministra disse que, depois que saiu do governo Lula, houve retrocessos, como a regularização fundiária da Amazônia, que "doa 67 milhões de hectares de terras públicas".

A pré-candidata disse que, se as mudanças forem efetivadas, o Brasil não conseguirá cumprir a meta que assumiu em Copenhague, de reduzir em até 39% as emissões de gases até 2020.

Para evitar a aprovação, disse que tentará relatar a matéria quando esta chegar ao Senado e trabalhará para modificá-la.

— A sociedade vai ter que dizer se quer uma legislação que proteja florestas, biodiversidade e recursos hídricos, ou se quer que a gente volte para o tempo da terra sem lei — ponderou.
Fonte: o globo